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Educação sobre o L-1A 2026 · 3 min de leitura

L-1A “New Office”: como abrir sua operação nos EUA do zero

Existe uma crença comum entre empresários brasileiros que consideram expandir para os Estados Unidos: a de que é preciso já ter uma operação montada lá para pedir a transferência. Não é. A modalidade que resolve exatamente esse cenário se chama new office.

O que é “new office” na prática

O L-1A na modalidade new office é o caminho para quem tem uma empresa ativa e estruturada no Brasil e quer abrir a operação americana do zero. Você não precisa de uma filial pronta, de faturamento americano prévio, nem de estrutura instalada nos Estados Unidos antes de começar.

O que o processo avalia é o vínculo entre a empresa brasileira e a operação americana que vai nascer, a sua função dentro dessa estrutura, e a viabilidade do que está sendo proposto.

Os requisitos reais

Três pontos sustentam um caso de new office:

  • Empresa brasileira ativa e estruturada. Ela precisa continuar operando. O L-1A não é uma saída do Brasil, é uma expansão a partir dele — a matriz precisa seguir de pé.
  • Plano de negócios sólido. Este é o documento que carrega o peso da modalidade. Ele precisa descrever a operação americana de forma concreta: o que será feito, com que estrutura, em que prazo, com que projeção. Não é uma peça de marketing, é um documento técnico.
  • Estrutura suficiente e função compatível. A sua função na operação americana precisa ser efetivamente executiva ou gerencial, e a estrutura precisa comportar essa função.

O que não é exigido

Vale desfazer duas expectativas erradas que circulam bastante.

A primeira: não existe valor mínimo de investimento obrigatório no L-1A. O que pesa é a estrutura da empresa e a função exercida, não o tamanho do capital aportado. Essa confusão costuma vir de comparação com outras categorias de visto, que têm lógica diferente.

A segunda: não é preciso “já estar lá”. A modalidade existe justamente para o cenário oposto. Quem já tem operação americana consolidada entra por outra via; o new office é para quem começa.

O ponto de atenção

A modalidade new office tem uma característica que vale conhecer desde o início: por não haver operação americana consolidada para demonstrar, o processo se apoia mais fortemente na documentação projetiva — o plano de negócios, a estrutura societária proposta, a descrição funcional. Isso torna a qualidade da submissão inicial ainda mais determinante do que em um caso de empresa já estabelecida.

Se você quer entender se o seu perfil e o da sua empresa se encaixam nessa modalidade, o primeiro passo é uma análise do caso.